Macro Micro News Global Pulse. Local Truth.

Veja Jeremy Doku perdoar a jornalista que o criticou por priorizar o nascimento do filho em vez do dever na Copa do Mundo

12 August 2026 · 3 min read

We compile, generate and translate using Artificial Intelligence from the below given source. Macro Micro News is responsible for its editorial publication.

Article image by Mariana Fernandes
Image by Mariana Fernandes

Londres, correspondente do MMN: O que acontece quando um jogador de futebol precisa escolher entre a partida mais importante da carreira e o nascimento do primeiro filho? Jeremy Doku descobriu isso na Copa do Mundo de 2026. A Bélgica ainda estava no torneio. A esposa dele, Shireen, tinha previsão de dar à luz no início de julho, bem no meio da fase eliminatória. Ele já tinha tomado a decisão antes mesmo de a competição começar. Se o bebê precisasse dele, ele iria embora. Ponto final.

O momento chegou antes do esperado. Doku jogou 86 minutos na estreia da Bélgica no Grupo G e depois desfalcou a equipe na partida seguinte por causa de uma doença. Logo veio a notícia de que ele tinha voado para Londres para ficar com Shireen. Era um momento familiar privado dentro do cenário mais público possível. Então uma apresentadora de televisão francesa chamada France Pierron transformou o caso em um debate nacional.

Pierron, falando no canal do L'Equipe, classificou o plano de Doku como "completamente inútil". O argumento dela era que o lugar de um pai na sala de parto não importava tanto quanto o lugar dele em campo. A reação veio rápido. Telespectadores, jogadores e torcedores de futebol em todo lugar acharam difícil aceitar a declaração. O L'Equipe pediu desculpas e disse que os comentários estavam muito distantes dos valores do canal. Pierron também se desculpou e se afastou do papel de apresentadora até o fim da temporada.

É aqui que a história muda de direção. Doku não respondeu com raiva. Ele não pediu consequências. A resposta dele foi de compaixão. Ele pediu que as pessoas tratassem Pierron com compreensão.

Em uma entrevista posterior, Doku falou sobre a desconfiança em relação à sua ausência. Ele entendia a narrativa. "Entendo por que as pessoas acharam que talvez isso tivesse sido combinado, porque era perfeito demais", disse ele. A sequência de acontecimentos realmente parecia incomum. Uma doença, um voo para Londres, um bebê nascido. O que importava para Doku era o motivo por trás de tudo.

Doku foi ainda mais longe. Ele falou sobre a experiência de Pierron e também sobre a dele. "Eu só queria usar este vídeo também para realmente... orar por ela", disse ele. "Não quero atacá-la do jeito que a maioria das pessoas fez. Não quero que sejam muito duros com ela. Não sabemos o que ela passou. É a opinião dela. Ela foi demitida e tudo isso. Eu nunca desejaria isso para uma pessoa. Não sou contra ela. Não estou bravo com ela nem nada. Ela só disse a opinião dela."

Leia isso de novo. Um jovem atleta, vivendo um dos momentos mais alegres e vulneráveis da vida, separou um tempo para defender justamente a pessoa que o tinha criticado. Esse tipo de maturidade emocional é raro em qualquer profissão. No futebol, onde cada comentário é analisado e cada atitude é julgada, é quase inédito.

O incidente vai muito além de uma partida ou de um comentário. Ele abre uma conversa mais ampla sobre como enxergamos a paternidade em ambientes de alta pressão. Pesquisas sobre a participação do pai no parto apontam benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê. A velha ideia de que os pais deveriam ficar longe da sala de parto vem perdendo força há anos. O comentário de Pierron parecia uma relíquia dessa mentalidade ultrapassada. A resposta de Doku apontava para o futuro.

A decisão de Doku representou um tipo diferente de compromisso. O médico da seleção belga viajou com ele para Londres, e a federação nacional confirmou que a ausência foi aprovada. A escolha dele foi apoiada e totalmente humana.

Jeremy Doku é conhecido pela velocidade explosiva e pelos dribles deslumbrantes. Ele é um dos pontas mais empolgantes da Europa. O clube dele, o Manchester City, e a seleção da Bélgica sabem exatamente o que ele entrega em campo. Este momento revelou algo que as estatísticas não conseguem capturar.

A imagem dele segurando o filho recém-nascido, Praise, vai ficar na memória dos torcedores por muito tempo. Ela diz tudo sobre a pessoa por trás da camisa. Uma Copa do Mundo pode ser perdida e ganha, mas um pai que marca presença no nascimento do filho é algo que nenhum troféu pode substituir.